As Obras de Misericórdia

Sede misericordiosos como vosso Pai do céu é misericordioso” (Lc 6, 36).

A caridade tem como frutos a alegria, a paz e a misericórdia exige a beneficência e a correção fraterna; é benevolência; suscita a reciprocidade; é desinteressada e liberal; é amizade e comunhão:
A finalidade de todas as nossas obras é o amor. Este é o fim, é para alcançá-lo que corremos, é para ele que corremos; uma vez chegados, é nele que repousaremos. CIC 1829

“Eu te indico três maneiras de praticar a misericórdia para com o próximo: a primeira – é a ação, a segunda – a palavra e a terceira – a oração. Nesses três graus repousa a plenitude da misericórdia, pois constituem um prova irrefutável do amor por Mim. É deste modo que a alma glorifica e honra a Minha misericórdia” (D. 742)

Agir com misericórdia é o que nos pede nosso Senhor, essa misericórdia perpassa não só as nossas orações, mas também nossas ações. As obras de misericórdia dividem-se em Corporais e Espirituais.

As corporais são:
– Dar de comer a quem tem fome.
“Daí-lhes vós mesmos de comer” (Lc 9, 13)
– Dar de beber a quem tem sede.
“Todo aquele que der ainda que seja somente um copo de água fresca a um destes pequeninos, porque é meu discípulo, em verdade eu vos digo: não perderá sua recompensa” (Mt 10, 42)
– Vestir os nus.
“Se a um irmão ou a uma irmã faltarem roupas e o alimento cotidiano, e algum de vós lhes disser: Ide em paz, aquecei-vos e fartai-vos, mas não lhes der o necessário para o corpo, de que lhes aproveitará? Assim também a fé: se não tiver obras, é morta em si mesma” (Tg 2, 15-17)
– Dar abrigo aos peregrinos
Aos “puros de coração esta prometido ver a Deus face a face e ser semelhantes a Ele. A pureza de coração é a condição prévia da visão. Desde já nos concede ver segundo Deus, receber o outro como um “próximo”; permite-nos perceber o corpo humano, o nosso e o do próximo, como um templo do Espírito Santo, uma manifestação da beleza divina. CIC 2519
– Assistir aos enfermos
“Estive doente e me visitastes” (Mt 25,36)
– Visitar os presos
“Eu estava na prisão e fostes me visitar” (Mt 25, 36)
– Enterrar os mortos
Os corpos dos defuntos devem ser tratados com respeito e caridade, na fé e na esperança da ressurreição. O enterro dos mortos é uma obra de misericórdia corporal que honra os filhos de Deus, templos do Espírito Santo CIC 2300

As espirituais são:
– Dar bom conselho
– Ensinar os ignorantes
– Corrigir os que erram
– Consolar os tristes
– Perdoar as injúrias
– Sofrer com paciência as fraquezas do próximo
– Rogar a Deus por vivos e defuntos

“Jesus, Vós me dais a conhecer e compreender em que consiste a grandeza da alma: não em grandes ações, mas em um grande amor. O amor tem valor e ele dá grandeza aos nossos atos. Embora as nossas ações sejam banais e vulgares por si mesmas, pelo amor tornam-se importantes e poderosas diante de Deus” (Diário, 889).

No amor, com amor e para o amor.

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